quinta-feira, 16 de junho de 2016

Não romantizarás a gestação nem a maternidade!

Louise Bourgeois. PREGNANT WOMAN. 2008

Eis um mantra...sem romance por favor.
Acontece que desde que anunciei minha gravidez, recebo sinais contantes de que deveria estar feliz o tempo todo, de que haveria uma ternura eterna, de que eu seria uma mãezinha.
Parem. Um sorriso terno, um abraço apertado e o silêncio bastariam...
Estou sendo ríspida? Talvez, mas não me sentia nada feliz intensamente feliz no começo, e isso me deixava muito preocupada.
É claro que a chegada de um bebê, dentro das condições de aceitação materna como foi meu caso, gera muita comemoração, reverbera alegria, é sim um momento de muita felicidade. Mas o turbilhão de sentimentos que feito cachoeira desaguam em mim não conseguem se conectar com essa felicidade espontânea.
É um processo, tem seu ritmo, cada mulher sente isso de maneira diferente. Eu me angustiei muito, sem saber porque e me sentia péssima mãe em não sentir aquela felicidade estonteante. Não exageremos nessa romantização do gestar!

*Não me sinto bonita
*Não gosto das mudanças dolorosas do meu corpo
* Odeio não ter roupas que me caibam
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